quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Política centenária multiplica adoção de adultos no Japão

Atual presidente da montadora Suzuki, Osamu Suzuki, é o quarto filho adotivo a controlar a companhia.
 
Mariko Oi
Da BBC Brasil
O Japão tem a segunda maior taxa de adoções do mundo, com 80 mil ao ano. Mas a maioria dessas adoções não é de bebês ou crianças, mas de homens adultos na faixa dos 20 ou 30 anos. Isso tem origem numa prática centenária, que surgiu como resposta ao dilema da sobrevivência dos negócios familiares sem um herdeiro homem para gerir o negócio.
A história tem início no ano 717, quando, segundo conta a lenda, o deus do monte Hakusan visitou o monge budista Taicho Daishi em um sonho e disse a ele para encontrar uma fonte de águas termais no vilarejo próximo de Awazu - onde hoje está a cidade de Ishikawa. Daishi descobriu o lugar e ordenou ao seu seguidor Garyo Hoshi que construísse uma pousada no local.
Garyo Hoshi, por sua vez, ensinou preceitos do budismo aos visitantes e adotou um filho como sucessor, ao qual deu o seu apelido de infância, Zengoro. Assim teria começado o negócio familiar mais longevo do mundo, segundo o livro Guinness World Records. Desde então, por quase 1.300 anos, o hotel e o nome - Zengoro Hoshi - vem sendo mantido pela família ao longo de 46 gerações.
Mas num país em que um filho homem normalmente recebe a incumbência de ser o herdeiro da família, como eles conseguiram ter sempre filhos homens? Aí é que está o segredo. "Quando havia somente meninas, adotamos o marido de uma das filhas", diz o último Zengoro Hoshi. "Inclusive meu pai se juntou à família Hoshi por casamento e foi adotado", conta.
Decisão pragmática
A prática única de adoções de estilo japonês é conhecida como Mukoyoshi. "Historicamente, a prática tem sido muito mais comum em famílias da parte oeste do Japão, onde famílias de mercadores tentavam escolher os sucessores mais capazes", explica a socióloga Mariko Fujiwara, do Instituto Hakuhodo.
Se a família não tinha um filho considerado capaz de suceder o pai, tentava encontrar um homem mais capaz para se casar com uma de suas filhas. "Era uma decisão muito pragmática para garantir a sobrevivência do negócio familiar", observa.
Mesmo hoje em dia, a grande maioria das companhias japonesas são consideradas negócios familiares. Elas incluem nomes conhecidos como as montadoras Toyota e Suzuki, a fabricante de câmeras Canon ou a indústria de molhos Kikkoman. A Suzuki é conhecida por ter sido gerenciada por filhos adotivos. O atual presidente da empresa, Osamu Suzuki, é o quarto filho adotivo em sequência a administrar a companhia.
"Negócios familiares que são administrados por genros estão em muitos casos muito melhor do que os negócios familiares gerenciados por seus próprios filhos", afirma Yasuaki Kinoshita, da Nissay Asset Management, que investe em companhias japonesas. "Quando eu tomo a decisão de investir em uma companhia aberta que ainda pertence a uma família, os principais pontos negativos são a administração corporativa e a sucessão", diz.
Sobrenome adotado
Na Matsui Securities, o quarto presidente da companhia, Michio Matsui, foi adotado e assumiu o sobrenome da família proprietária da empresa. "Eu era o filho mais velho, então fiquei um pouco hesitante de ser adotado por outra família", conta. "Mas meus pais biológicos disseram que talvez isso fosse meu destino."
Historicamente, porém, a mudança de sobrenomes não era um grande problema, porque muitos simplesmente não tinham sobrenomes. "Há somente 150 anos, as pessoas não tinham sobrenomes a não ser que viessem de uma classe social importante de samurais", explica a socióloga Fujiwara. "E quando você mudava seu nome, era normalmente porque havia recebido um novo nome como um prêmio por algo que tivesse conquistado", diz.
Site de encontros
Chieko Date criou um site de encontros para mulheres que procuram maridos dispostos a serem adotados por suas famílias. "Há seguramente uma demanda, porque a taxa de nascimentos no Japão vem caindo, e muitos pais somente têm uma filha", diz.
"Muitos homens também estão procurando oportunidades de usar sua capacitação para os negócios fora do mundo corporativo, porque no atual clima econômico, subir na hierarquia das empresas é muito mais difícil", acrescenta Date.
Tsunemaru Tanaka se inscreveu recentemente no site. Ele estabeleceu um negócio de sucesso, mas o perdeu para sua ex-mulher, que também era sua sócia. Agora, ele quer ser adotado para assumir um negócio familiar.
"Não tenho problemas em mudar meu sobrenome, porque eu vejo isso como um apelido dado pelo governo para o registro familiar", diz. "Tenho confiança de que meus conhecimentos podem ser úteis, então se há uma chance de que eu herde um negócio familiar e o torne bem-sucedido, isso seria bom para todo mundo", afirma.
Ele já se reuniu com seis mulheres com a ajuda do site, mas até agora não encontrou sua parceira ideal. "Eu procurei informações sobre as companhias que as famílias dessas mulheres possuem", conta. "Não vou me casar com suas empresas, mas ainda assim queria saber mais."
Expectativas claras
Para Fujiwara, os homens que se casam com mulheres cujas famílias são proprietárias de empresas já sabem o que se espera deles. A socióloga diz ter descoberto já na idade adulta que seu próprio avô foi adotado dessa maneira. "Do homem adotado se espera que seja um marido e um pai bom e carinhoso e também um homem de negócios capaz", diz.
Segundo ela, se essas expectativas ficam claras desde o início, como em um acordo de negócios mútuo, pode ser mais fácil de administrar que um romance ardente.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/noticias

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ABERTAS AS INCRIÇÕES PARA O VI CURSO

Estão abertas as inscrições para o VI Curso de Preparação de Postulantes a Adoção.
Prazo: 10 a 23 de setembro
Local: Rua 916, nº 461, entre a 3ª e 4ª av. Fone: (47) 3363-4590
Horário: de segunda a sexta, períodos matutino e vespertino, horário comercial.

FAMÍLIA


Nas palavras da nossa coordenadora Lenita Novaes, quando nasce uma criança, nasce uma mãe, um pai, uma tia, tio, avô, avó, todos nascemos com a vinda de uma criança. Temos nascido no Grupo Anjos da Vida de forma muito especial. A família vai muito bem e obrigada e, aumentando a cada dia! Mas, a história de cada nascimento é única e poder participar destas histórias é um privilégio!
Trabalhar com projetos de vidas é uma responsabilidade grande e... irrevogável.
Parabéns aos novos papais e mamães! Que Deus abençoe cada novo nascimento!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

V Curso de Preparação de Postulantes a Adoção


Fortalecendo o Sistema de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente na promoção do direito a convivência familiar; o Grupo Anjos da Vida, por meio do Projeto Passos de Anjos inicia na terça-feira, dia 05 de junho, o V Curso de Preparação de Postulantes a Adoção. O Projeto é desenvolvido desde o 2º semestre de 2010 e já formou 106 postulantes.
Os módulos trabalhados perpassam as áreas da psicologia, direito, medicina e assistência social e o curso é realizado no período de três meses, todas as terças.

Ainda na segunda, dia 04 acontece o encontro quinzenal do Grupo de Estudos e Apoio a Adoção. Este grupo é composto por pais que já tem os seus filhos, os que estão aguardando e também é aberto a todos que queiram discutir a temática da adoção.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sobram pais na fila de espera para adotar uma criança em Santa Catarina

 
Aline Rebequi

Santa Catarina tem hoje mais que o dobro de pretendentes à adoção do que crianças e adolescentes na fila de espera para ganhar uma família. Pelos números, não haveria ninguém esperando por um pai e por uma mãe nos 168 programas de acolhimento do Estado.

O problema está na escolha: 80% dão prioridade a menores de três anos, perfil que representa apenas 4% das crianças. Gelson Merisio, presidente da Assembleia Legislativa de SC, há alguns anos também pensava assim. Adotou dois recém nascidos. Com o tempo percebeu que criança faz um pai feliz com qualquer idade e mudou de ideia.

Diante da matemática que não fecha no Estado, ele uniu a experiência da adoção ao poder que tem nas mãos como presidente da AL e contribuiu com o lançamento da Campanha Adoção - Laços de Amor, em maio do ano passado, que estimula a adoção tardia, múltipla (grupos de irmãos) e também de crianças deficientes através de histórias reais, mostrando como os laços de amor nascem entre pais e filhos independente de idade, gênero ou qualquer outra condição.

Ao falar sobre sua vida pessoal quase esquece que seus filhos não são biológicos. Como qualquer outro pai coruja, tem a foto dos pequenos, Nicole, 3 anos e Arthur, 13, na capa de abertura do celular. Se enche de orgulho quando fala dos dois e sinaliza a possibilidade de adotar mais um, desta vez, maior de três anos.

— Queremos quebrar tabus e preconceitos que um dia também fizerem parte da minha vida. As pessoas têm medo de não conseguir firmar vínculos com uma criança mais velha, mas a idade dela não interfere em nada — diz.

Merisio também esperou pelas crianças. Foi quase um ano pelo Arthur e cinco anos por Nicole. Hoje, em meio a tantos compromissos políticos, Merisio encontra uma brecha na agenda para brincar de balanço no quintal de casa.

Gelson e Márcia Merísio estavam casados há 10 anos e não tinham filhos quando decidiram adotar. Márcia lembra que no início o casal teve um pouco de dificuldade até descobrir que Arthur era autista. Mesmo assim, o menino toca guitarra e joga xadrez. Ver filmes com a família é uma das suas atividades preferidas.

— Adoção é uma oportunidade única. Não é uma ajuda só para elas, mas também para os pais — recomenda.

Campanha retorna em 25 de maio
Realizada em Santa Catarina pela Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Tribunal de Justiça, a Campanha Adoção - Laços de Amor será relançada a partir do dia 25 de maio, próxima sexta-feira.

Na mídia e no portal da campanha, www.portaladocao.com.br serão revistas histórias reais e de sucesso sobre adoção tardia, de grupos de irmãos e de crianças com necessidades especiais.
Os resultados do primeiro ano da campanha
— 2,2% é o aumento no número de crianças para adoção de 2011 para 2012
— 42 pretendentes tomaram a decisão de adotar depois da campanha
— 18% é o número de pretendentes que mudaram de ideia e resolveram aceitar crianças com mais de três anos depois da campanha
— 7 audiências públicas foram realizadas pelo Estado
— Foi identificada a necessidade de agilizar os processos e ampliar o quadro de profissionais nas casas de acolhimento (psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, técnicos)
— Sensibilização de interessados para adoção tardia. Em um ano, os vídeos foram acessados 10.704 vezes e o site 23.264 vezes.
— O Tribunal da Justiça fez levantamento estadual e elaborou um Relatório de Visitas aos Programas de Acolhimento Institucional.
Uma matemática que não fecha
1.652 é o número de crianças para adotar
3.560 é o número de pessoas que querem adotar uma criança
80% escolhem menores de três anos
4% das crianças para adotar tem menos de três anos
O que será feito em 2012
— 4 de junho, no Ministério Público, um evento discutirá soluções para melhorar o acolhimento das crianças;
— Comunicação direta com os inscritos para adotar: envio de material da campanha na tentativa de ampliar o perfil de filho buscado (mais velhos, grupos de irmãos e com necessidades especiais).
— Será sugerido à Secretaria de Assistência Social do Estado a criação de um grupo multidisciplinar de atendimento às adoções tardias realizadas para dar suporte às famílias e crianças no período de adaptação.
— Será criado uma central de atendimento por telefone para auxiliar os pais que adotaram crianças a resolver conflitos familiares e melhorar a adaptação. A implantação está prevista para junho deste ano.
*Colaborou Darci Debona
fonte:http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2012/05/sobram-pais-na-fila-de-espera-para-adotar-uma-crianca-em-santa-catarina-3762873.html

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Balneáorio Camboriú, SC., Brazil
O GEAA Anjos da Vida é uma entidade sem fins lucrativos, cuja visão é de apoiar A ADOÇÃO de todas as formas. Procuramos atender aos Pais adotivos, filhos do coração, e famílias extensivas. Nossa maior conquista é ser um dos primeiros grupos de apoio à adoção do Estado, em parceria com o poder judiciário de SC, e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, ministrar o curso de preparação de postulantes à adoção. Membros da Equipe do GEAA Anjos da Vida: Lenita Novaes: Psicóloga e Coordenadora Geral Indiana Menon: Psicóloga Carolina Voltolini: Psicóloga Noemi Loser: Mestre em Pedagogia Archille Mazzi: Advogada Grasiela Teixeira: Auxiliar Administrativo Deolinda: Assistente Social Juarez Furtado: Médico Pediatra Aline Radloff: Nutricionista Venham nos conhecer!!!