quinta-feira, 31 de março de 2011

MUITO LEGAL ESSE TRABALHO

terça-feira, 29 de março de 2011

FAMÍLIA ESPECIAL

Carla Penteado, mãe de Marcela, 7, e Luana, 2

“Ela não sente”, foi o que disse a mulher do abrigo quando Carla se aproximou de Marcela. A menina tinha paralisia cerebral e morava no abrigo pois sua mãe não tinha condições de cuidar: era esquizofrênica e estava num sanatório. Carla não deu atenção àquela sentença. Pegou a pequena no colo e começou a cantar para ela. No mesmo instante, Marcela começou a chorar – ela sentiu.

Todos no abrigo ficaram impressionados e disseram que Carla precisava adotá-la. No entanto, ela não tinha pretensão nenhuma de ter um filho naquele momento. Mas, quando chegou em casa, caiu em prantos. E disse ao marido que queria adotar aquela menina. Logo no dia seguinte, procurou o juiz para saber o que deveria fazer.

O magistrado foi o primeiro de muitas pessoas a se surpreender com a escolha. “É maluca, só pode ser”. Era o que todos achavam. Na época, apenas se sabia que Marcela sofria de paralisia cerebral. Depois, descobriu-se que Marcela também era autista.

Demorou, mas Carla conseguiu adotar a menina. Logo depois, entrou na fila novamente para adotar outra criança. Já sabia que o processo era demorado. Ao decidir o perfil da criança que adotaria em seguida, Carla chegou à conclusão de que, se adotasse uma criança “normal”, Marcela seria deixada de lado. Optou novamente por uma criança especial. Sua segunda filha seria Fabíola, de 9 meses, com Síndrome de Down. Mas, por problemas burocráticos, Carla não conseguiu conhecer a menina. Ela estava num abrigo do Rio de Janeiro e, no dia que Carla iria ao seu encontro, a menina passou por uma cirurgia e morreu. “Foi uma filha que eu perdi”.

Depois de um período de luto, Carla voltou a procurar outras crianças para adoção, até que conheceu a Luana. Apaixonou-se. Ela tinha Síndrome de Down e seu estado de saúde era muito ruim, pois não tinha os cuidados necessários no abrigo. Depois de um laudo médico, foi constatado que a Luana precisava do “desabrigamento”.

A princípio, ela não podia ser adotada, porque sua situação jurídica ainda estava indefinida. A mãe biológica era irresponsável e não quis nenhum dos filhos. Quem ajudou a resolver o problema da Luana e permitiu que ela fosse adotada foram os próprios tios da menina. Carla ainda quer adotar mais filhos especiais. Definitivamente, não pretende ter filhos biológicos. Já fez até laqueadura. O pai, Marcelo, sempre concordou com tudo.

A única exigência que fez à Carla foi que ela parasse de trabalhar, para se dedicar totalmente às meninas. E foi o que aconteceu. O único trabalho que faz é com um grupo de apoio à adoção, ajudando outros pais a adotar essas crianças mais que especiais. A música que Marcela ouviu naquele dia no abrigo, aquela que a fez “sentir”, ela entoa até hoje para a mãe: “meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê...”.

Fonte: http://www.revistapaisefilhos.com.br/comportamento-familia/339/familia-especial



quinta-feira, 24 de março de 2011

MAIS DE 4 MIL CRIANÇAS ESTÃO APTAS À ADOÇÃO NO BRASIL

Último balanço do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado e mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para facilitar esse procedimento, mostra que no Brasil há atualmente 4.416 crianças e adolescentes aptas a serem adotadas. Ao todo, são 8.598 cadastradas. Entre elas, 385 encontraram uma nova família. Outras 163 estão em processo de adoção. O cadastro traz também informações acerca do perfil destas crianças e adolescentes.


CRIANÇAS                   RAÇA                      PORCETAGEM
2.518                        BRANCA                       29,29 %     
1.509                        NEGROS                       17,55 %
4.491                        PARDAS                        52,23 %
   041                       AMARELAS                        0,48 %
   039                       INDIGENAS                        0,45 %
 
Segundo o CNA, 6.105 crianças e adolescentes (ou 71% do total) possuem irmãos. No entanto, apenas 1.567 deles (o que representa 18,23%) têm seu familiar cadastrado no banco de dados do Conselho Nacional de Justiça.

De acordo com o cadastro, 1.536 crianças e adolescentes (ou 17,86% deles) apresentam algum problema de saúde. O banco de dados mostra ainda que o número de jovens disponíveis é maior entre os mais velhos. Adolescentes com 13 anos de idade, por exemplo, chegam a 715. Segundo o CNA, crianças com até zero ano de idade somam 80; até um ano de idade, 237; dois anos de idade, 340; e três anos de idade, 345.

O Cadastro Nacional de Adoção foi instituído em abril de 2009 pelo CNJ e é gerenciado pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho. O objetivo desta ferramenta é facilitar as adoções ao reunir e concentrar informações sobre os pretendentes e os jovens destituídos do poder familiar que, portanto, estão aptos a serem adotados. O CNA é importante ainda porque possibilita a implantação de políticas públicas na área.



Giselle Souza - Agência CNJ de Notícias



Nota -  Muito boa a matéria  publicada  pelo  Conselho Nacional de Justiça,  esta bem completa, tabulamos alguns dados acima,  para uma melhor visualização.

terça-feira, 22 de março de 2011

PRECONCEITO NÃO IMPEDE ADOÇÃO DE CRIANÇAS COM HIV




Um levantamento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo apontou que quase 50% dos brasileiros que querem adotar crianças rejeitam aquelas filhas de portadores do HIV, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. Contudo, há também muitas pessoas que não se importam com a sorologia da criança.

O Grupo de Educação e Prevenção Contra Aids em Sorocaba (Gepaso) já intermediou a adoção de 15 menores órfãos e portadoras do HIV.

Maria Lucila Magno, coordenadora do grupo, explica que a pessoa tem que estar disposta, por exemplo, a ajudar o filho quando ele sofrer algum tipo de discriminação. “Se uma criança órfã precisa de pais, uma órfã com aids precisa ainda mais”, comenta.

Ela ressalta, no entanto, que o preconceito ainda é forte. “As pessoas geralmente querem adotar crianças novas, loiras e saudáveis”, contou.

Na cidade de São Paulo, a Casa Siloé e os Lares Suzanne e Vitória – exclusivos para crianças e adolescentes com HIV e aids – também fazem concessões de adoção. “Mas damos prioridade para familiares ou para alguém que já seja do convívio da criança”, diz Padre Valeriano Paitoni, coordenador das casas. “A adaptação se torna mais fácil”, justifica.

No ano passado, Cristina Gerez deu seu testemunho durante palestra sobre o assunto no Rio de Janeiro. Ela tinha acabado de adotar um menino de um ano e cinco meses que apresentava anticorpos ao HIV. “A única diferença em ter um filho com aids é ter que administrar os remédios. Atenção e afeto são necessários para qualquer criança”, disse. “Já que decidi adotar, por não querer ficar grávida, optei por uma criança que precisasse um pouco mais de mim do que a outras”, acrescentou.

A condição sorológica para o HIV também não teve importância, no início dos anos 90, para Sônia e Sérgio Cortopassi quando decidiram adotar a pequena Sheila. A história da garota ganhou notoriedade nacional, quando ela foi proibida de frequentar a escola particular que estudava por ser portadora do vírus da aids.

Os pais de Sheila conseguiram na justiça o direito dela estudar no colégio que a recusou, e iniciaram um movimento contra essa forma de discriminação. Em 1993, a menina morreu em decorrência da doença aos 7 anos, mas se tornou um marco na luta contra o preconceito e discriminação das pessoas vivendo com HIV e AIDS.

sexta-feira, 18 de março de 2011

LANÇADO PROJETO PARA ACOLHER MULHERES QUE PRETENDEM ENTREGAR SEUS FILHOS PARA ADOÇÃO

Com o intuito de acolher mulheres que pretendem entregar seus filhos para adoção e investir na promoção da autonimia feminina e no respeito à decisão dessas mães, o Tribunal de Justiça de Pernambuco lança, nesta sexta-feira (18), o projeto "Mãe Legal". Na ocasião, será assinado um acordo entre o Judiciário pernambucano e a Prefeitura do Recife, para a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde sobre o tema. O evento tem início às 10h, na Policlínica e Maternidade Professor Barros Lima, no bairro de Casa Amarela.

Durante o evento, será entregue o Manual Informativo do Mãe Legal, produzido para explicar a Nova Lei de Adoção (Lei 12.010/09). Em 2011, 205 profissionais de saúde participaram de oficinas e tiveram acesso a este material, e outros 3 mil funcionários do Programa de Saúde da Família (PSF) conhecerão o trabalho para aplicá-lo em toda a cidade.

O projeto, desenvolvido pelo Núcleo de Curadoria Especial e Proteção à Família (Nuce) da 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife, já conta com a adesão de oito maternidades públicas do Recife: Policlínica e Maternidade Professor Barros Lima, Maternidade Professor Bandeira Filho, Maternidade da Encruzilhada, Policlínica e Maternidade Professor Arnaldo Marques, Hospital das Clínicas de Pernambuco, Hospital Barão de Lucena, Hospital Agamenon Magalhães e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Filgueira (Imip).

Além da equipe do programa, participam da solenidade o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador José Fernandes de Lemos, o coordenador da Infância e Juventude de Pernambuco, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz, o prefeito do Recife, João da Costa, e o secretário Municipal de Saúde, Gustavo Couto. Também são esperados representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Conselho Tutelar e do Governo estadual.

Fonte: JC Online


Nota:  Quem sabe brevemente teremos um grande projeto nacional


Quem Somos Nós

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Balneáorio Camboriú, SC., Brazil
O GEAA Anjos da Vida é uma entidade sem fins lucrativos, cuja visão é de apoiar A ADOÇÃO de todas as formas. Procuramos atender aos Pais adotivos, filhos do coração, e famílias extensivas. Nossa maior conquista é ser um dos primeiros grupos de apoio à adoção do Estado, em parceria com o poder judiciário de SC, e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, ministrar o curso de preparação de postulantes à adoção. Membros da Equipe do GEAA Anjos da Vida: Lenita Novaes: Psicóloga e Coordenadora Geral Indiana Menon: Psicóloga Carolina Voltolini: Psicóloga Noemi Loser: Mestre em Pedagogia Archille Mazzi: Advogada Grasiela Teixeira: Auxiliar Administrativo Deolinda: Assistente Social Juarez Furtado: Médico Pediatra Aline Radloff: Nutricionista Venham nos conhecer!!!